Xbox One vai esmagar nessa E3?

Em época de E3 os gamers ficam cada vez mais em polvorosos, principalmente por que quanto mais próximo estão os dias para o grande evento, inúmeros “vazamentos” acabam pipocando pela internet à fora. Mas acredito que o público mais animado para essa edição da E3 seja o público do “lado verde da Força” ou o público da caixa, ou para quem não entendeu ainda, o público do Xbox One.

Confesso desde já não ser uma das maiores autoridades quando o assunto é Microsoft. Minhas experiências com a marca se resumem em jogadas esporádicas na casa do meu primo Lucas. A razão para isso são os jogos, sim os jogos, para mim o que importa nos consoles são os jogos, e no caso dos exclusivos da Microsoft se resumem em jogos de tiro e corrida, com a “santíssima trindade” composta por Forza, Halo e Gear of War, com poucos jogos que fogem disso, mas que não passam de jogos na maioria das vezes medíocres. Outro agravante é o apelo escancarado da empresa em em focar seus jogos no multiplayer online, sou jogador que curte uma experiência íntima, singular e mais importante, poder pausar enquanto jogo.

Garanto que me esforcei muito para garimpar pelo – praticamente infinito – mundo da internet a fim de conseguir juntar um bom conteúdo e tentar mostrar que mesmo não sendo um entusiasta da empresa, acredito que esse ano posso passar a ser, ou não. Existem dois fatores que podem corroborar comigo sobre o porquê essa pode ser a melhor E3 da Microsoft em anos.

Um deles é o fato de que a empresa passou praticamente duas edições da conferência apostando em divulgar hardware. Primeiro, quando anunciou na edição de 2016 a existência da versão Slim do console, que cá entre nós foi uma baita de uma melhoria. Contudo uma versão revisada do aparelho já é algo bem comum, e era bastante previsível essa apresentação. O que não é lá muito comum é uma versão realmente melhorada, que viria a ser lançada no final do ano de 2017, o hoje conhecido como Xbox One X. A versão de luxo, capaz de rodar jogos em uma resolução muito maior, com uma estabilidade em jogos superior. Vale um adendo: para mim o nome de projeto que o console tinha, Project Scorpio, era um nome muito mais legal do que o nome definitivo.

Outro fator que creio importante ser ressaltado é que nessa E3 a Microsoft fará a apresentação fora da E3. Não entendeu? Bom, a empresa resolveu alocar seu estande no Microsoft Theater, localizado na frente do Los Angeles Convention Center. A mudança de local vai permitir que a Microsoft “inclua ainda mais fãs e parceiros para o Xbox E3 2018 Briefing do que antes.” Em uma publicação no Twitter do Xbox, a marca ainda revelou que terá “sua maior presença já vista na E3”. Sei que para os já iniciados em acompanhar as edições anteriores da E3 o “vai ser a maior apresentação já vista” não é o suficiente para deixar empolgado. Contudo, a mudança de lugar não deixa de ser um indicativo para que possamos dar um voto de confiança não é?

Enfim pessoal, como eu já falei no inicio, não sou um grande entusiasta das plataformas Xbox, então podem me perguntar “ah por que se deu ao trabalho de falar sobre o assunto?”. A resposta é simples, pela primeira vez desde o primeiro modelo do console, lá em áureos anos de 2001, estou ponderando em adquirir um console da marca. Acredito realmente que essa E3 tem tudo para a Microsoft arrebentar, o foco em jogos single é algo que podemos acreditar que vai acontecer, dado o enorme sucesso dos concorrentes, como Zelda Breath of the Wild, Horizon Zero Dawn no ano passado, ou o recente bem aclamado God of War. Embora o público atual do Xbox não clame por jogos desse estilo, é fato que a vinda de jogos single atrairá novos adeptos – esse que vos escreve por exemplo.

Torço muito para que a Microsoft traduza todo seu poderio financeiro em jogos arrasadores, que incomode, que faça a Sony sair da zona de conforto. Isso fará com que todos nós gamers saiam ganhando. Que a grade guerra dos consoles da oitava geração tenha seu clímax.

Gustavo Balboa, artista marcial, farmacêutico e muito geek, amante de HQs, livros, filmes, séries e principalmente games. Franquia favorita: Street Fighter

Gustavo Balboa

Gustavo Balboa, artista marcial, farmacêutico e muito geek, amante de HQs, livros, filmes, séries e principalmente games. Franquia favorita: Street Fighter

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