Altered Carbon | Crítica

High tech, Low life.

É com o estilo cyberpunk que a série Altered Carbon mostra um futuro onde a consciência, a alma humana pode ser transferida por meio de um aparelho para novos corpos logo após a morte.

A série conta a história de Takeshi Kovacs, interpretado pelo ator Joel Kinnaman, é um super soldado com habilidades especiais e que consegue participar de missões em outros planetas. Ele morre nos dias atuais e depois de 250 anos, Laurens Bancroft, um milionário, decidiu “ressuscitar” Takeshi para solucionar o seu próprio assassinato. Bancroft só pôde fazer isso porque é um Matusa.

‘Matusas’ são as pessoas que têm muito dinheiro e que podem escolher e mudar de corpo quando quiserem. Mas, esse número de pessoas que conseguem fazer isso é limitado e precisa ter muito dinheiro para mudar de ‘capa’, assim que eles chamam o novo corpo, e viver centenas de anos. Uma curiosidade é que o nome ‘Matusa’ vem da referência bíblica Matusalém, que conseguiu viver por mais de 900 anos.

Altered Carbon discute vários temas polêmicos como a utilidade do corpo, a morte e, consequentemente a vida, envolve a questão religiosa, o uso da tecnologia, e a riqueza.

 

A série tem o estilo de filmagem noir, com herói violento e a presença da femme fatale, Miriam Bancroft, esposa do milionário Laurens Bancroft . Os flashbacks ajudam o telespectador entender o que o protagonista passou no passado e que o ajuda hoje. A escuridão é muito presente na série, vinda das nuvens e tem o contraste das luzes neons, que trazem uma bela fotografia.

Altered Carbon é uma série produzida pela Netflix, inspirada no livro com o mesmo nome, do autor Richard Morgan. A série conta com a produção e roteiro de Laeta Kalogridis. O ambiente certamente agradará aos fãs de Blade Runner ou Ghost in the Shell.

 

 

Fernanda Ribeiro, 21 anos. Jornalista, pseudocinéfila e amante da sétima arte.

Fernanda Ribeiro

Fernanda Ribeiro, 21 anos. Jornalista, pseudocinéfila e amante da sétima arte.

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