Análise de Gringo: Vivo ou Morto – Ataca de Comédia

Nos últimos dois anos a Amazon Studios vem nos entregando filmes num misto de fracassos e vitórias, tanto em bilheteria quanto em crítica, conseguindo, no entanto, prêmios de pequena escala como é o caso de Amor & Amizade (2016) e o documentário Eu Não Sou Seu Negro (2016) ou até mesmo Prêmios da Academia (OSCAR) para o iraniano O Apartamento (2016) e Manchester à Beira-Mar (2016).

Mas não se engane com este apanhado de bons exemplos, pois há uma série de razões para que a classificação de Gringo não seja tão boa.

Com história sem profundidade, tampouco interessante o suficiente para prender o espectador, Gringo – Vivo ou Morto conta as reviravoltas que um Gerente Intermediário (David Oyelowo) tem em sua vida ao descobrir esquemas de seus chefes e acaba tornando-se alvo de um narcotraficante mexicano.

Lançado oficialmente dia 9 de março de 2018 nas salas de cinema americanas, Gringo – Vivo ou Morto teve somente ao final de três semanas o faturamento que havia sido estimado para o fim de semana do lançamento. Não apenas com fracasso nas bilheterias, as críticas até hoje lançadas não corroboram para que o filme seja bem recebido.

Classificado como comédia criminal, o segundo longa do diretor Nash Edgerton, apesar de arrancar sorrisos passa longe de trazer diversão ou suspense. Os acontecimentos, quando têm sentido, são previsíveis. Algumas falhas no roteiro e reviravoltas desnecessárias fazem com que, por falta de empatia, não tenhamos adquirido a emoção necessária.

Já mencionamos ser comédia? Pois é! Por grande parte do filme se passar no México suas piadas são previsivelmente racistas, o que se encaixa nas características dos personagens de Joel Edgerton (Bright) e Charlize Theron (Atômica), mas na maioria das vezes não se encaixa com o contexto. Para buscar o tom cômico este elenco com bons atores traz exageros à uma interpretação nada impactante, tornando tudo mais desinteressante.

Marcado para lançar dia 3 de maio nas salas de cinema do Brasil, Gringo – Vivo ou Morto tem a dificílima missão de competir com suas críticas, que o precedem por conta do lançamento tardio em solo brasileiro.

23 anos.
Designer e editor, curioso em geral.
Entusiasta de tecnologia, amante de cinema
e Gamer de ocasião.

Heitor Quintiliano

23 anos. Designer e editor, curioso em geral. Entusiasta de tecnologia, amante de cinema e Gamer de ocasião.

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