Deadpool 2 – A Volta dos que não foram | Análise

Em uma onda de filmes de heróis, temos um anti-herói perfeito

Com seu lançamento bem próximo a outros grandes títulos como Vingadores: Guerra Infinita (temos análise COM e SEM spoilers, aproveita para ler depois desse) e Han Solo que estreia quase que em seguida, Deadpool 2 tinha a missão de não ser esquecido no meio de gigantes e, pelo menos, não ser pior que o primeiro longa. E conseguiu ambos com tranquilidade.

Nessa sequência, principalmente no início, temos um arco dramático para Wade Wilson (Ryan Reynolds), mostrando que mesmo com superpoderes, ele ainda é humano. Sua relação com Vanessa (Morena Baccarin) está mais evoluída e sólida que no primeiro filme, eles estão mais apaixonados e com mais planos para o futuro. O filme se inicia com uma tentativa de suicídio do personagem, que logicamente não funciona, mas acaba incluindo um peso para o personagem. Mesmo com esse arco dramático, ainda há muitas piadas (algumas talvez auto depreciativas).

Seu contraponto Colossus está de volta, sendo o cara sério e centrado do primeiro filme, tentando ainda colocar juízo na cabeça de Wade. A contraparte perfeita para um personagem como Deadpool, que qualquer coisa vira piada.

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Do primeiro filme para cá, Deadpool havia se tornado um caçador de recompensas, assassinando gangues inteiras por diversão. Isso acaba quando Colossus o resgata após a tentativa de suicídio, quando ele é levado para a mansão dos X-men. Aparecendo então a ‘Míssil Adolescente Megassônico’ com uma namorada, a Yukio Mishima.

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Com o seguir da trama conhecemos Firefist, ou Russell Collins (Julian Dennison), um adolescente de um orfanato para mutantes. Esse então se rebela e é levado para a prisão de mutantes junto com Deadpool, onde ambos recebem uma “coleira” que anula os poderes.

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E é nessa prisão que aparece um dos melhores personagens desse filme, Cable (Josh Brolin). Inicialmente aparecendo como vilão, Cable acaba sendo um dos personagens com melhor ‘background’ do filme (talvez até dos filmes Marvel).

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Deadpool então decide formar um grupo com superpoderes, e o Peter, conhecido como X-Force. Nessa hora temos gratas surpresas de atores participantes, que não vou falar aqui para não estragar o momento. Apesar de terem mais personagens nesse filme, a maioria funciona apenas como alivio cômico, com pouquíssimo de tela. Míssil adolescente e Yukio teriam um potencial incrível nesse filme, porém, foram deixadas de lado.

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Nessa hora aparece outro personagem muito bem trabalhado na tela, a Dominó (Zazie Beetz), com seu superpoder de sorte. Uma coisa que todos imaginávamos era como isso iria ser apresentado em tela, uma vez que sorte é algo bem subjetivo. Porém, esse poder ficou incrivelmente fácil de entender no filme. O que nos da uma brecha para uma possível mexida nos poderes da Feiticeira Escarlate, que tem poderes de ‘Manipulação de Probabilidades’. Além de seus poderes, Dominó é incrivelmente ágil na batalha e inteligente, ganhando com certa facilidade dos inimigos ao longo do filme. Uma personagem que certamente gostaríamos, e provavelmente iremos, ver mais no cinema.

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Por ser sequencia, Deadpool 2 ainda carrega muitas piadas bobas do primeiro. Piadas com pum, pinto, dedo do meio, etc, ainda estão bem presentes. Mas, mesmo se você odiar piadas assim, o filme ainda funciona. Afinal, não torna o filme bobo, uma vez que passa por vários arcos dentro do mesmo filme. A trilha sonora ficou ainda melhor que no primeiro, com músicas que esperaríamos ouvir em Guardiões da Galáxia e não em Deadpool, mas que conversam perfeitamente com o filme.

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Uma das poucas criticas que tenho ao filme se deve ao fato das barrigas e piadas que demoram muito para acabar, tornando-as sem graça. Não é algo que ocorre o tempo todo, mas quando acontece você sente que não precisava.

Um ponto interessante deste filme é que não existe um vilão, apenas alguns inimigos ou anti-heróis. Todos personagens que imaginamos como vilão, acaba mostrando uma motivação que mostra as diferenças de ponto de vista.  Talvez, o maior vilão seja o dono do orfanato que é só um homem comum com uma visão de mundo diferente e atitudes completamente erradas.

E sobre a cena pós-credito, uma das cenas mais engraçadas e carregadas de referencias, indicam que o retorno de Vanessa e Peter é possível. Tomara mesmo, porque PETER É O MELHOR HERÓI DE TODOS!

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23 anos, publiciotário, gamer desde os 4 anos de idade e consumidor voraz de cultura pop. Youtube e Netflix são minhas TVs.

Miguel Moreira

23 anos, publiciotário, gamer desde os 4 anos de idade e consumidor voraz de cultura pop. Youtube e Netflix são minhas TVs.

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