Eu, Tonya (2017) | Resenha

Eu, Tonya conta a história da patinadora americana Tonya Harding (Margot Robbie).

Diferente de muitos filmes biográficos, esse é contado como se fosse um documentário, e, em vários pontos do filme a quebra da quarta parede pode ser vista. A sua forma cômica de contar os fatos até tristes da história da patinadora e seus altos e baixos dentro de sua vida lembram muito o filme O Lobo de Wall Street. Durante o filme, se percebe que era possível ser feito um filme de drama, mas o diretor Craig Gillespie decidiu lidar com todos os problemas de Tonya com a comédia.

Além de contar a sua trajetória desde os três anos de idade até o fim de sua carreira nos ringues de patinação no gelo nos anos 90, é mostrado também o relacionamento abusivo que Tonya tinha com seu ex-marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan), rodeado de agressões e intrigas, e também a sua péssima relação com a sua mãe (Alisson Janney).

Imagem: Google

Mesmo mostrando Tonya em várias idades, o foco do filme é quando a patinadora tinha entre 15 a 45 anos e, é nesse momento que é possível perceber o comprometimento de Margot Robbie com o papel. Suas expressões e até sua postura mudaram muitos para encenar Tonya. A indicação para o Oscar como melhor atriz é muito justa quando percebemos o bom desenvolvimento da personagem em tela. No fim do filme é colocado uma gravação da verdadeira Tonya em uma competição de patinação que foi encenada também por Magot e as semelhanças são muitas.

A fotografia, figurino e a trilha sonora fazem com que a imersão no filme seja facilitada. Vídeos com a imagem granulada e antiga, roupas e cabelos da época, e cenário engrandecem a atuação como um todo.

Eu, Tonya está concorrendo a três prêmios do Oscar: melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor montagem.

Fernanda, 23 anos e louca por filmes de terror desde os 4 anos. Princesinha da Disney nas horas vagas, professora, leitora compulsiva e ganhadora brasileira de competição de quem mais assiste séries em 2007.

Fernanda Mineto

Fernanda, 23 anos e louca por filmes de terror desde os 4 anos. Princesinha da Disney nas horas vagas, professora, leitora compulsiva e ganhadora brasileira de competição de quem mais assiste séries em 2007.

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