La Casa de Papel é boa? (sem spoilers)

O número de usuários cadastrados fora dos Estados Unidos do serviço de streaming Netflix vem crescendo cada vez mais nos últimos tempos. Com isso, a empresa vem apostando em disponibilizar mais conteúdos estrangeiros para agradar essa grande parcela do público. Dark, 3% e Las Chicas del Cable são bons exemplos de séries estrangeiras que tiveram uma boa aprovação do público, mas a mais nova série com grande hype é La Casa de Papel.

Imagem: Google

La Casa de Papel é uma minissérie espanhola transmitida pela emissora espanhola Antena 3. A Netflix disponibilizou sua primeira parte com 13 episódios em dezembro de 2017. Vale lembrar que a empresa reordenou todos os episódios e diminuiu a duração de cada um. Então, de 15 episódios, se tornaram 13 na primeira parte e 6 na segunda.

Sua trama conta a história de oito criminosos liderados por um homem apelidado de Professor, no qual tem o plano de assaltar a Casa da Moeda espanhola. Porém, vemos o lado da polícia, com o enfoque maior em Raquel e Ángel, que ficam incumbidos nas negociações com os bandidos, e também, a história de alguns dos sequestrados e as suas relações com os bandidos. Logo, a série possui três núcleos: os oito assaltantes dentro da Casa da Moeda junto com os sequestrados, o lado da polícia e a vida de Raquel e a trama do Professor liderando o assalto do lado de fora. Há também vários flashbacks para ser explicada as relações entre os bandidos durante o planejamento e preparação para o roubo.

A série é narrada pela personagem Tóquio, mas não ache que só ela seria uma boa personagem para ser protagonista da série. Ela se assemelha muito a Piper de Orange is the new black, que no começo tinha um papel grande, mas os outros personagens foram conquistando o público e as suas tramas se tornaram mais interessantes do que a da própria protagonista. E não, isso não é um defeito. Em La Casa de Papel são tantos os personagens com histórias interessantes que o público chega a torcer para os bandidos desde o começo da série. Entendemos as aspirações de cada um dos sequestradores e criamos empatia por eles. Berlim, Moscou, Denver e especialmente Nairóbi são muito bem construídos durante essa primeira parte da série. Sem todas as particularidades que cada um dos personagens possui, a série não teria conseguido o número de fãs que tem no momento e o plano que envolve a série toda não teria a mesma cara que tem.

Imagem: Google

As cenas de ação são bem filmadas e não possuem vários cortes fazendo com que o espectador perca o fio da meada enquanto algo muito importante está acontecendo. A fotografia da série foi planejada para se ater quase sempre ao mesmo esquema de cores. No primeiro episódio, por exemplo, em toda as cenas há pelo menos algum objeto era vermelho ou alguém aparecia usando uma roupa da mesma cor, enquanto o resto se mantinha em uma paleta de cores mais sóbrias. Sua trilha sonora também é maravilhosa e está disponível no Spotify.

Um dos pontos que mais cativou o público é que o roteiro foi muito bem trabalhado para que o crime e as investigações não tivessem pontas soltas, fazendo com que a imersão do espectador fosse comprometida. No primeiro episódio já se inicia o assalto que é muito bem arquitetado pelos roteiristas.

A segunda parte da série será disponibilizada pela Netflix somente em abril, porém, como a emissora Antena 3 já disponibilizou a minissérie inteira, é possível encontrar todos os episódios online. Se está com dúvidas de ainda assistir La Casa de Papel, veja o primeiro episódio, pois nele já saberá qual é o ritmo que a série inteira possui.

Fernanda, 23 anos e louca por filmes de terror desde os 4 anos. Princesinha da Disney nas horas vagas, professora, leitora compulsiva e ganhadora brasileira de competição de quem mais assiste séries em 2007.

Fernanda Mineto

Fernanda, 23 anos e louca por filmes de terror desde os 4 anos. Princesinha da Disney nas horas vagas, professora, leitora compulsiva e ganhadora brasileira de competição de quem mais assiste séries em 2007.

%d blogueiros gostam disto: