Monster World 4: o melhor Wonder “Boy” é uma menina de cabelo verde!

Confesso à vocês leitores, que até mês passado não tinha jogado nada de Monster World (conhecido como Wonder Boy no ocidente), nem mesmo o nosso brasileiríssimo Mônica no castelo do Dragão. Mas hoje especificamente, falarei de Monster World 4, que foi o meu primeiro contato com a franquia e o último episódio da saga.

O jogo foi desenvolvido pela Westone e lançado para Mega Drive somente no Japão em abril de 1994. Em 2002 reapareceu na coletânea Sega Ages 2500 para Playstation 2 e posteriormente na Wii Virtual Console do Japão em 2008. Somente em 2012, uma versão traduzida para o inglês foi lançada na Wii Virtual Console Americana, Xbox live e PSN.

O jogo é um action-adventure de plataforma, com alguns elementos de RPG, onde podemos comprar itens, armaduras, armas e conversar com NPC’s. Asha, nossa heroína de cabelos verdes, possui além da espadada convencional, uma esquiva automática, defesa com escudo e o rodeo jump (pulo com espadada para baixo). Nessa aventura ela conta com a companhia de um Pepelogo. Uma bolinha fofinha azul com asas que vai te ajudar em diversas etapas e puzzles durante a jornada.

Os gráficos são bem bonitos e desenhados ao estilo anime, com boa quantidade de frames e detalhes. Já na introdução, há uma cutscene utilizando muito bem a paleta de cores do Mega Drive e com uma trilha sonora em harmonia perfeita com a temática do game. Característica que segue até o final da aventura.

A história começa quando Asha ouve o pedido de ajuda dos espíritos protetores que foram selados por um ser maligno, para que os monstros tomassem a cidade. Com a cidade tomada, ela parte em busca das relíquias para abertura dos portões que aprisionam os espíritos.

Tudo flui muito bem no jogo, os mapas, os puzzles, os comandos. A trilha sonora alinhada ao enredo. A mecânica das plataformas com ajuda do Pepelogo. O jogo é de 1994, são quase 24 anos que o distanciam da atual geração, e mesmo assim me surpreendeu. Me senti um menino novamente quando me vi pegando um caderno para fazer anotações de um puzzle que não estava conseguindo passar, como na época em que anotávamos password ou quebrava a cabeça ao lado de um amiguinho. A Westone fez um grande trabalho nos últimos suspiros do Mega Drive e finalizou com chave de ouro a franquia que fez muito sucesso nas eras 8 e 16 bits.

Finalizo este meu primeiro post com a sensação gostosa de nostalgia de uma obra feita com carinho e que vale muito ser conferida pelos novos e velhos jogadores.

Um velho ranzinza que mora num corpo jovem estragado. Oitentista/noventista crônico e adepto da low res. Pai babão, marido dedicado e cozinheiro estabanado quando dá na telha.

Vagner Oliveira

Um velho ranzinza que mora num corpo jovem estragado. Oitentista/noventista crônico e adepto da low res. Pai babão, marido dedicado e cozinheiro estabanado quando dá na telha.

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