Princesinha é o caral@#&! Dez minas foderosas dos games.

Ontem foi o dia internacional das mulheres, e é óbvio que a equipe Dimensão 42 não podia ficar de fora das comemorações! Princesinha é o caral@#&! Que tal conhecar as 10 minas mais foderosas do mundo dos games? Segue o fluxo!

10. Samus Aran (Metroid)

Não poderia começar com outra figura, senão com essa marcante e revolucionária personagem da famosa franquia de games Metroid. Lançado em 6 de agosto de 1986 para o saudoso Nintendinho, não deixa de ser digno de nota que, ao final, o guerreiro interestelar, ao tirar sua armadura causasse tanto espanto – Samus era uma mulher! Imagine isso em meados dos anos 80, quando toda a indústria era majoritariamente voltada para o público masculino. A Nintendo, famosa por suas princesas em perigo, deixou todo mundo boquiaberto com a revelação dessa poderosa musa dos games! E se analisarmos a franquia como um todo, Metroid é um jogo sobre solidão, superação em um mundo claustrofóbico e desconhecido. Puta climão pesado, o que torna nossa primeira musa, Samus Aran, foda!

9. Jill Valentine (Resident Evil)

Em 1996 foi publicado o jogo que viria a revolucionar toda a indústria de entretenimento (sim, toda indústria, pois a moda de zumbis ressuscitou com ele). Resident Evil colocava o jogador em uma mansão infestada de zumbis e mistérios, mistérios esses tão intricados e obscuros que faziam com que o player gastasse horas e horas na frente da TV. Era uma experiência tensa, com escassez de munição, sustos e armadilhas para todos os lados. E quem melhor que a poderosa Jill Valentine para por banca nesse desafio? Apesar do Chris Redfield também estar presente como personagem jogável, era nossa bela Jill Valentine que dominava as paradas. Sejamos honestos, ninguém jogava com o Chris (uahuahahu). Além de criar um dos personagens mais marcantes do mundo dos games de todos os tempos, a Capcom também conseguiu trazer o público feminino em massa para a indústria, representando a mulher como um personagem forte e sem sexualização excessiva. Ponto para a Capcom.

8. Cortana (Halo)

Em 2001 A Microsoft oficializa definitivamente sua entrada no mundo dos games com uma das melhores e mais icônicas franquias já criadas. Tudo em Halo é magistral, desde a trilha sonora a jogabilidade, sua história e, claro, seus personagens. E é nesse campo que temos uma das personagens femininas mais marcantes do mundo dos jogos eletrônicos. Cortana é uma forma de inteligência artificial criada pela Drª. Catherine Halsey para orientar nosso protagonista, o foderoso Master Chief. Ela normalmente usa uma forma holográfica em suas aparições, e o mais intrigante é que, apesar dela ser a única máquina entres os protagonistas, é a personagem mais humana, já que no mundo de Halo as pessoas tendem a se tornar instrumentos de guerra sem emoções. Master Chief acaba se apaixonando por ela, já que ela é a única “pessoa” com quem ele tem contato. A relação de amor entre os dois é uma das mais comoventes e trágicas do universo gamer.

7. Chun-li (Street Fighter)

Sim, ela mesma! Apesar de não ser fã de jogos de luta, devo admitir que já levei muita porrada da Chun-Li. Ela foi a primeira personagem feminina da franquia, aparecendo pela primeira vez em Street Fighter II: The World Warrior, 1991. Ela é uma agente da Interpol especializada em artes marciais, que quer vingar a morte de seu pai. Ela não só se tornou um dos maiores símbolos da franquia, como também se tornou um dos maiores ícones de toda a indústria. Segundo Akira Nishitani, antes da Chin-Li não havia mulheres em jogos de luta, e ele sempre achou essa uma necessidade inadiável. A saudosa Chin-Li fez a cabeça de muito marmanjo na época, e dominar seus golpes era desafio para a garotada da época do “fliper”. Sua importância é tão grande que ela foi considerada “primeira dama” dos videgames em uma pesquisa da Capcom em 2002. Ela sempre aparece em todas as listas de personagens femininas mais importantes, e não poderia deixar de aparecer nesta!

6. Senua (Hellblade: Senua’s Sacrifice)

Senua, a protagonista de Hellblade: Senua’s Sacrifice, é uma guerreira nórdica que sofre de distúrbios psicóticos, sendo constantemente perseguida por vozes e visões que fazem o jogador desconfiar do que é real. A vida de Senua muda quando ela conhece um rapaz chamado Dillion. Ao contrário de seu pai, Dillion não vê a psicose dela como uma maldição, mas como uma forma especial de ver o mundo. Ele ajuda Senua a se libertar da influência do pai e aceitar o transtorno como uma parte de si mesma.

O poder do pai de Senua, no entanto, era forte, o que fez com que Senua acreditasse que uma peste que assolou o clã fosse uma consequência da maldição que ela carregava. Senua decide que precisa enfrentar “a escuridão” e parte em exílio para uma floresta. Quando ela retorna às terras do clã, encontra o lugar devastado por uma invasão Viking e Dillion morto, usado como sacrifício para Hela, a deusa do mundo inferior, ou Hellheim. A história, baseada na mitologia nórdica, foca-se na viagem que ela faz para o submundo de Helheim em busca da libertação do espírito de seu amado e da redenção. No final das contas, a jornada de Senua simboliza uma batalha contra si mesma.

5. Ellie (The Last of Us)

The Last of Us foi um divisor de águas na minha vida de jogador, junto com Final Fantasy VII e The Witcher 3. Impossível não se apaixonar por ela, e por tudo o que ela representa. Ela é uma das maiores protagonistas dos games, uma das mais humanas e mais realistas já concebidas. Ao mesmo tempo que ela é uma jovem amargurada e desconfiada, se torna uma menina irritante insistindo em piadinhas e cantorias chatas; em outra ocasião ela se enche de coragem para proteger Joel. O interessante da Ellie é que ela escapa de qualquer estereótipo de personagem feminina no mundo geek. Não é sexualizada, ou se apoia em seus dotes estéticos; não é meiga e indefesa, ou carrancuda de mais. Ela é a personagem mais humana que você vai encontrar no gênero de survival horror, e isso é que a torna grandiosa. Lembrando que The Last of Us foi considerado por muitos críticos como um dos melhores jogos de todos os tempos, e sua história é realmente absurda de foda.

4. Aloy (Horizon Zero Dawn)

Horizon Zero Dawn acontece mil anos no futuro em um mundo pós-apocalíptico onde criaturas mecanizadas colossais dominaram o mundo, e vagam em uma paisagem fora do controle da humanidade. Aloy nasceu em uma das tribos humanas, os Nora, que idolatram a natureza como a “Mãe-de-Todos”, mas foi banida assim que veio ao mundo. Órfã, ela acaba adotada por outro banido, Rost. Querendo descobrir quem foi sua mãe, Aloy passa os próximos anos de sua vida treinando intensamente para participar de um ritual de aprovação dos Nora cujo vencedor não só se livra do banimento, como ainda ganha o direito de fazer qualquer pergunta às matriarcas da tribo. Um dos grandes marcos desse jogo é que ele é todo centrado em figuras femininas, em uma sociedade matriarcal. O deus cristão é substituído pela “Mãe”, assim como nas sociedades primitivas focadas na agricultura. A estrutura hierárquica social é fundada na autoridade feminina. Nada mais justo, já que a figura feminina sempre esteve, nas sociedades antigas, vinculada com a fertilidade e o nascimento. É como se o “armagedom” das máquinas fosse resultado das estruturas machistas, e que para remodelar o mundo, fazer as pazes com a natureza, fosse necessário o protagonismo feminino. É uma posição bastante interessante em termos de enredo, diga-se de passagem. Além de ser um marco da representação feminina nos jogos.

3. Elizabeth (Bioshock Infinite)

Ah, Bioshock. Se tem uma franquia que realmente mudou o nível de narrativa nos games é Bioshock. Apesar de admitir que prefiro o primeiro, Elizabeth é realmente uma das personagens mais marcantes e enigmáticas de todos os tempos. BioShock Infinite se passa durante o ano de 1912, localizado em Columbia, uma cidade fictícia estilo Steampunk suspensa no ar. Columbia é uma cidade utópica cheia de vida, cor e alegria…ou pelo menos assim parece. Temas maduros como a descriminação racial, sexismo e religião estão expostos no jogo de uma maneira bastante frontal e convincentes, que tanto podem chocar como impressionar. O jogador controla Booker durante todo o jogo, Elizabeth o segue controlada pela inteligência artificial. Durante este conflito, Booker descobre que Elizabeth possui estranhos poderes, ela pode manipular fendas no espaço-tempo presentes na cidade de Columbia, ele também descobre que ela é a peça central para os segredos da cidade. Sem dar muitos spoilers, ela acaba passando de resgatada para protetora do protagonista, dando dicas, broncas e se tornando indispensável em toda a jornada. A influência e poder dela sobre o machão carrancudo Booker vai crescendo tanto, que no final…bem, no final fica para vocês conferirem.

2. Lara Croft (Tomb Raider)

Prestes a se tornar protagonista nos cinemas (esperamos que filme também preste, rs) Lara Croft é hoje, sem sombra de dúvidas, a personagem feminina mais famosa do mundo dos games. Lara Croft é considerada uma personagem muito preponderante na cultura popular. Lara tem seis Guinness World Records, um grupo de fãs muito forte e é das primeiras personagens dos videojogos a ser adaptada com sucesso para o cinema e a receber atenção mundial. A revista Empire colocou-a em 5º na sua lista dos “50 Melhores Personagens dos Videogames” e a Complex em 12º nos “50 Personagens Mais Badass dos Videogames”.  Lara Croft é apresentada como uma mulher bonita, inteligente e atlética, uma arqueóloga britânica que se aventura em antigas tumbas e ruínas perigosas ao redor do mundo à procura de artefactos valiosos. Criada por uma equipe do estúdio Core Design que incluía Toby Gard, Lara apareceu pela primeira vez em 1996 no jogo Tomb Raider para Playstation e PC. A produtora norte-americana Crystal Dynamics ficou responsável pela produção da série depois de Tomb Raider: The Angel of Darkness (2003) ter sido mal recebido pela crítica. A nova produtora deu um reinicio à personagem e à série, alterou-lhe as proporções físicas e deu-lhe novas formas de interagir com os ambientes dos jogos, além de uma nova personalidade. Foi ai que sua popularidade decolou. Antes vista como um clone feminino do Indiana Jones, Lara se tornou mais humana, demonstrando suas fraquezas e medos e convidando o jogador a acompanha-la em sua jornada de superação. A empatia criada com o player é enorme, e fez com que o público feminino encontrasse uma representante de peso no mundo dos games.

1. Lightining (Final Fantasy XIII)

Raios. Eles lampejam brilhantes, e em seguida, desaparecem. Não podem proteger; apenas destruir.

— Lightning para Hope

O pai de Claire morreu quando ela era jovem, e sua mãe morreu de uma doença desconhecida quando ela tinha quinze anos. Com nenhuma outra família para recorrer, Claire passou a cuidar de sua irmã mais nova, Serah. Para superar a dor da morte de seus pais e se tornar uma adulta o mais rápido possível, ela mudou seu nome para “Lightning”. Depois de terminar o colegial, Lightning entrou para Regimento de Segurança de Bodhum Guardian Corps sob o tenente Amodar, onde ela alcançou o posto de sargento. No entanto, ela passou a perder de vista seus objetivos, e trabalhava muitas horas, passando muito pouco tempo com Serah. Quando Serah é amaldiçoada e vira cristal, Lightning parte em sua jornada para tentar salvar a irmã. Lightning é determinada, concentrada e independente. É uma das mulheres mais fortes da história dos videogames, sendo, inclusive impetuosa com seus companheiros. Nunca olha para trás, nunca baixa a cabeça para ninguém e se impõe uma tarefa impossível e suicida: derrotar o deus desse universo, Fal’Ciel. Apesar de sua coragem e determinação serem inspiradores, aos poucos descobrimos que ela é guiada por um remorso incurável e culpa por ter “perdido” a irmã. No fundo, sua mágoa vem da pressão de ter se tornado responsável pela família muito jovem. É nítido ver isso, quando descobrimos que Serah consegue ter uma vida normal graças a proteção de Lightning, e que nossa protagonista também queria ter uma vida normal. Porém, toda sua mágoa, dor e frustração tornam nossa protagonista em uma fortaleza impenetrável, uma força que não pode ser contida – assim como Kratus – mesmo que isso resulte em sua própria destruição. Ela representa a realidade de muitas mulheres, que são obrigadas a serem fortes pois pessoas que amam depende delas. Elas não têm muita escolha. São mulheres que se tornaram mães muito cedo, meninas que tem que cuidar dos irmãos mais novos para os pais poderem trabalhar, e mães “solteiras”, que encontram forças não se sabe onde para poder proteger seus filhos e garantir-lhes algum futuro. Por isso, para mim, que tenho um histórico de abando paterno, e possuo uma mãe que lutou contra tudo e contra todos pelos filhos, a Lightining vai sempre figurar como Top 1 e inspiração. Lembre-se, nunca fique de joelhos.

 

 

Renan, 34 anos com corpinho de 20. O cara mais bonito do site. Jogador veterano, amante de games Old School e Final Fantasy, trabalho nas horas vagas para poder comprar jogos.

Renan Melo

Renan, 34 anos com corpinho de 20. O cara mais bonito do site. Jogador veterano, amante de games Old School e Final Fantasy, trabalho nas horas vagas para poder comprar jogos.

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