Ser louco em um mundo perturbado não é loucura, é sanidade

Baseada na HQ de Charles S. Forsman, a série original Netflix The End of the F***ing World mostra, sem chatice, problemas familiares e sociais.

James (Alex Lawther) e Alyssa (Jessica Barden) são jovens que não se encaixam muito bem no mundo, nem no colégio e muito menos nas suas famílias. Alyssa vive em uma família em que ninguém dá atenção a ela e James mora com pai, que incentiva o garoto caçar e não vê que ele tem problemas. A trama começa quando eles decidem fugir de tudo e buscar um lugar melhor pra viver.

Alyssa é uma adolescente rebelde que não se poupa de palavrões e James é um garoto estranho que se considera psicopata. A relação deles é estranha e aos poucos eles vão ficando mais próximos. O ponto da trama é observar o que passam no caminho e não onde vão chegar, porque provavelmente nem eles sabem onde querem chegar.

O roteiro utiliza as falas e os pensamentos dos dois protagonistas, assim revela o que cada um sente. Momentos assim na série são bem genuínos e revelam pensamentos simples, mas que fazem pensar. A atuação é tão boa que é improvável que você fique com raiva deles e faz com que a cada episódio queira estar ali com eles. A série prende porque o público adolescente/jovem se identifica com os personagens e a situação vivida por eles no enredo.

A série aborda temas profundos como o adolescente e a própria sociedade sem ser muito chato e cansativo. Tem uma ótima fotografia, as cores são fortes e tem evidência do vermelho, que aparece muito. O enredo é bom, a história é bem contada, não tem enrolação e não enjoa. Os episódios são de 20 minutos, por isso é bem rápido de assistir.

 

Fernanda Ribeiro, 21 anos. Jornalista, pseudocinéfila e amante da sétima arte.

Fernanda Ribeiro

Fernanda Ribeiro, 21 anos. Jornalista, pseudocinéfila e amante da sétima arte.

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