Análise de Vingadores: Guerra Infinita – O Início do Fim

Durante os últimos dez anos acompanhamos o avanço do Universo Cinematográfico da Marvel e de seus, hoje, dezenove filmes (sem mencionarmos as séries de TV e streaming) que fizeram diversos tipos e gostos tornarem-se fãs de heróis, alguns pela comédia escrachada de Guardiões da Galáxia (2014), outros pelo tom mais sério e dramático de Capitão América: O primeiro Vingador (2011), ou pelo estreante e razão do sucesso desta grande franquia unificada, Homem de Ferro (2008).

Portanto, fique feliz em saber que terá tudo nesse filme. Mas não tenha medo se não viu os outros filmes ou não os lembra – apesar  de termos mais de 20 heróis em cena em um ritmo acelerado do começo ao fim – o espaço para o entendimento de toda a trama existe, sendo ela explicada de forma orgânica entre cada um dos núcleos que o filme apresenta, além de criar o principal vínculo com a história do vilão Thanos e suas motivações, este que foi visto três vezes durante os filmes anteriores: Os Vingadores (2012 – cena pós-créditos), Guardiões da Galáxia (2014) e Os Vingadores: A Era de Ultron (2015 – cena pós-créditos).

Além da trama bem desenhada os irmãos Russo conseguiram mais uma vez apresentar vários personagens, desenvolvendo-os junto ao roteiro mesmo usando uma frase apenas, assim como os vimos fazer em Capitão América: Guerra Civil (2016). Vale ressaltar que cada um tem sua presença justificada no filme sem que haja desperdícios, inclusive para aparições inesperadas, mas extremamente importantes para o caminhar do enredo.

Lembre-se: esteja preparado para ter aquela teoria sua ou que viu por aí eliminada sem dó, pois é assim que o filme te trata desde o fim do primeiro ato, fazendo com que o título se justifique não apenas pela luta que te prende e faz torcer, mas pela falta de esperança que carrega cena após cena tornando a angústia infinita.

Neste oceano de boas críticas há algo, sim, que não agrada tanto: a trilha sonora. Temos momentos de grande impacto quando somos envolvidos pelo tema dos Vingadores composto por Alan Silvestri para o longa de 2012, momentos estes de entradas triunfais e aparições que aquecem a cena em questão, mas o mesmo Alan Silvestri que hoje volta a compor para a franquia não nos entrega o mesmo impacto em cenas de ação por não ter a novidade e o frescor que outrora.

Não deixe o cinema de forma alguma sem que tenha visto a cena pós-créditos. Muitas questões são levantadas ao final do filme, obviamente um gancho para a sequência ainda sem título oficial que chegará aos cinemas mundiais dia 3 de maio de 2019, e um convite para um novo mundo de possibilidades e teorias que a internet pode trazer.

Você está convidado a dar-nos suas impressões e pontos de vista nos comentários, mas, por favor, nada de spoilers.

23 anos.
Designer e editor, curioso em geral.
Entusiasta de tecnologia, amante de cinema
e Gamer de ocasião.

Heitor Quintiliano

23 anos. Designer e editor, curioso em geral. Entusiasta de tecnologia, amante de cinema e Gamer de ocasião.

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